People may hear your words, but they feel your attitude. John Maxwell

O valor dos pequenos gestos
Isi Golfetto
Pouquíssimas coisas podem se comparar ao privilégio de viver ou de passar um tempo com os avós... a vida fica mais completa e as horas muito mais doces e divertidas. O carinho e a paciência que eles têm com você, definitivamente, ninguém vai ter.
As pequenas coisas, geralmente,
ocupam os maiores espaços em nosso coração.
Quando eu era pequena a minha família mudava muito de cidade em decorrência da profissão do meu pai. 
Essa fase de mudanças, para mim, acabou quando cheguei a idade de ir para a escola. Meus pais priorizavam a nossa educação, então, decidiram que seria melhor eu morar com os meus avós maternos. A sinergia entre nós foi tanta que morei com eles até os 30 anos.
Nada é por acaso. Se morar com os avós é um privilégio, imagine saber que grande parte dos seus valores e princípios foram construídos pela influência dessa convivência e contribuíram para moldar o seu caráter.
O hábito da leitura. Minha infância foi rodeada por jornais, revistas e livros de histórias. Tudo começou com o meu avô. Ele passava horas lendo aquele imenso jornal e me incentivava a folhear as revistas e circular ali as palavrinhas que havia aprendido na escola. À medida que aprendia a ler, comecei a investir o meu tempo na leitura de livros de histórias. Com o passar do tempo outras leituras foram sendo incorporadas a minha rotina.
Graças ao meu avô a paixão pelas letras falou mais forte e, me tornar uma escritora foi apenas uma questão de tempo. 
O bom humor. Bem poucas coisas me tiram do sério. Ter bom humor é uma questão de ótica, já dizia meu avô. A sua filosofia era bem prática... de quê adianta chorar pelo leite derramado!
Graças ao meu avô e a sua filosofia aprendi que o bom humor nos permite ver a situação por um ângulo mais realista e menos ameaçador e, dessa maneira nos tornamos emocionalmente mais equilibrados visto que, nem tudo está sob o nosso controle, em particular, o comportamento de algumas pessoas.
Fazer o que ama. Meu avô era um profissional competente, comprometido e realizado. Ele amava o que fazia. Era serralheiro e trabalhava em uma grande empresa em São Paulo na década de 50, quando Brasília estava sendo construída. Ele foi um dos funcionários convidados para trabalhar nas estruturas metálicas do Palácio do Congresso Nacional, aqueles dois prédios localizados entre o Senado Federal (a semiesfera) e a Câmara dos Deputados (o hemisfério). Hoje, o seu talento faz parte daquela imponente arquitetura, idealizada por Oscar Niemeyer que é considerada um símbolo nacional e um ícone no exterior.   
Graças ao meu avô aprendi que a única maneira de fazer um grande trabalho é amando o que a gente faz.
Os limites é você quem decide. Sabemos que a maioria das pessoas, nem sempre, tem a possibilidade de fazer o que ama. Contudo, se manter preso ao que não ama não vai levar ninguém a lugar algum, muito menos a sua realização pessoal ou profissional.
Mas, se você não está satisfeito onde está, o que fazer para chegar onde quer?
Antes de tudo é preciso identificar o seu sonho e saber exatamente onde quer chegar.  Em seguida é preciso ter absoluta certeza de que está disposto a pagar o preço nesse trajeto até chegar lá. Os próximos passos são bem mais simples do que imagina e alcançar o que quer é apenas uma questão de tempo.
Enquanto caminha em direção ao seu objetivo, você vai precisar ficar atento às placas na estrada que contém alguns alertas... manter o foco no seu objetivo, não se desanimar diante dos obstáculos, não se distrair com os desafios.
Vamos começar? Tenha um objetivo claro, estabeleça uma meta final, trace metas menores e possíveis, modifique as metas sempre que for preciso, trace planos e estratégias que possam contribuir com seus objetivos, esteja atento as oportunidades, se necessário crie oportunidades, saiba o que é preciso fazer e faça de maneira consistente, esteja preparado para enfrentar desafios, seja proativo, determinado, persistente, consistente, dedicado, arrisque-se com cautela, tenha amor ao que faz e não tenha medo do desconhecido. Sem dar desculpas e sem procrastinar chegar onde você quer será apenas uma consequência lógica do seu trabalho e esforço.
Graças ao meu avô aprendi que a vida te coloca obstáculos, mas os limites quem decide é você.
O valor das pequenas coisas. Sempre observei, com muita atenção, as coisas que o meu avô fazia e como ele fazia. Uma lembrança que tenho é de quando ele retornava das suas viagens de Brasília. Ele vinha direto me entregar uma caixinha de Mentex (uma goma de hortelã). Ele sabia que eu gostava daquela bala. Um gesto de valor inestimável que trago comigo como uma das lembranças mais preciosas.
Graças ao meu avô descobri que não é o muito falar que vai fazer a diferença ou impactar a vida de alguém, são as pequenas atitudes que fazem a grande diferença... seja através de um sorriso que contagia, um abraço que conforta, o ouvir que acalma, o olhar que encoraja, ou a delicadeza de uma caixinha de Mentex. Graças ao meu avô, também aprendi, a importância da consistência e da coerência entre o falar e o fazer, o pensar e o agir.
Eu tive o privilégio de ser cuidada, educada, mimada e amada por um avô maravilhoso... uma das pessoas mais generosas que conheci. Sempre vou te amar.
Nesse Dia dos Pais quero, também, homenagear os Avôs. Esses homens com prata nos cabelos, mas ouro no coração... pais duas vezes, portanto, amam em dobro.
Um Feliz Dia a Todos!
Um grande e especial abraço
Isi
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Um fio invisível conecta aqueles que estão destinados a se encontrar, independente do tempo, lugar ou circunstâncias. O fio pode esticar ou se enrolar, mas nunca irá se romper.

A melhor das suas escolhas
Isi Golfetto
O amor não entra em corações fechados, quebrados, muito menos ocupados. É preciso que ele esteja livre e o amor seja convidado pelo seu anfitrião a entrar.
Podemos até nos apaixonar por acaso,
mas continuar apaixonados é uma decisão.
Se o gênio da lâmpada dissesse que iria realizar um desejo seu e que você poderia escolher uma das três opções, qual escolheria... um cartão de crédito ilimitado para comprar sapatos, comer o que quisesse e quando bem entendesse sem engordar nadinha ou viver a mais linda história de amor com aquela pessoa dos seus sonhos. 
Não há resposta certa ou errada. O que aprendemos com a vida é que vivemos o resultado das nossas escolhas, sejam elas certas ou erradas.
Então, vamos ponderar para fazer a melhor das escolhas... de que adianta ter uma infinidade de sapatos ou nunca mais ter que brigar com a balança se não encontrar o verdadeiro amor?
Bem, não precisa ser nenhum gênio para saber que as coisas não são tão mágicas assim. Mas, atire a primeira pedra quem nunca sonhou em viver uma linda história de amor com o seu príncipe ou a sua amada.
Quem nunca se apaixonou?
Basta olharmos para a nossa própria história e recordar o que vivemos com o encantamento da nossa primeira paixão. Que sensação inexplicável aquela! O coração disparava ao ver a pessoa se aproximando, sem contar aquela adrenalina a mil quando as duas mãos se tocavam e o clímax com aquele beijo tão aguardado. Tudo o que a gente queria era parar o tempo.
E depois, baixada a adrenalina, só faltava levitar. Ficávamos horas olhando para o nada, rindo à toa, desenhando um monte de coração e dentro deles escrevendo os nossos nomes.
Ninguém duvidava de que havia encontrado a pessoa com quem gostaria de viver o resto da vida.
Só que, não demorou muito para descobrir que todo encantamento tem prazo de validade.
Um dia, aos prantos, vimos o nosso castelo ruir e a mais bela história de amor ter um ponto final. A única pessoa que nos entendia e consolava era a vovó. Suas palavras, difíceis de compreender naquela época, eram um calmante e nos enchia de esperanças. Ela dizia... não chora, querida. Se for para ser ele... ele volta. O que é nosso sempre nos encontra. Mas, não feche os olhos para o amor. Deixe sempre um aberto!
Que conselho revigorante o da vovó! Deixar um olho aberto talvez fosse a melhor solução.
Com o ânimo de volta, logo tivemos forças para virar a página e iniciarmos outro capítulo... então outro, e depois mais outro...
O tempo foi passando, a nossa esperança minguando e assim começamos a duvidar de que aquela pessoa dos sonhos realmente existisse. Passamos, então, a colecionar contos de decepção, fechamos o coração para o amor e desistimos de sonhar.
Até que um dia a gente acorda para o amor.
O tempo ensina que as melhores sensações exigem coragem e amar é uma delas. É correr o risco de se entregar e não ser correspondida. Amar é manter a esperança sempre ao lado e acreditar que o que é seu vai te encontrar. Amar é deixar os olhos bem abertos e a porta do coração livre para o amor entrar.
Tem esse conto do leste asiático que diz que os deuses amarram um fio vermelho ao redor do dedo mindinho daqueles que são destinados a se encontrar. Segundo a lenda, as pessoas conectadas por esse fio invisível nunca irão se perder, independente de tudo o que possa vir a acontecer.
De fato, conhecemos alguns casais que são muito apaixonados. Parece que nasceram um para a outro e vivem intensamente o amor. Eles nos fazem acreditar que existe mesmo uma força invisível que os conecta.
Sabemos, também, de alguns romances que foram interrompidos por circunstâncias do destino. Mas, nada é mais forte do que o amor. Apesar desse fio ter dado muitas voltas, nunca se rompeu. Hoje, depois do reencontro, esses casais falam da felicidade de, finalmente, estarem vivendo o seu amor.
Mas, não é difícil encontrar quem tenha aquela triste sensação de ter deixado o seu verdadeiro amor para trás. Quem sabe o objetivo desse conto é nos convidar a jamais perder a esperança no amor... se for para ser nosso ele irá nos encontrar, independente de lugar, tempo ou circunstância. Será mera coincidência com os conselhos da vovó?
Contudo, há aqueles que desistiram de sonhar. Escolheram viver seus medos e frustrações. A sua justificativa é simples - encontrei a pessoa certa, na hora errada.
Será que pensando assim vamos estar prontos para receber o amor que tanto esperamos? Será que o nosso coração vai estar disponível quando ele bater a nossa porta?
O amor não entra em corações fechados, quebrados, muito menos ocupados. É preciso que ele esteja livre e que o amor seja convidado, pelo seu anfitrião, a entrar. 
Para o amor acontecer é preciso muito mais do que aquele primeiro encontro arrebatador. É preciso que os dois estejam abertos para o amor. E, se você estiver pronto e o outro não, não fique triste. Você está disponível para viver um grande amor.
Com o tempo a gente aprende que para viver um grande amor é preciso abrir todas as portas que fecham o coração e quebrar todas as barreiras que foram construídas ao longo do tempo por amores do passado que foram em vão. 
É preciso lembrar que ninguém vem a nós perfeito. É necessário ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar.
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor para que ambos se moldem um ao outro como se molda uma escultura, aparando as arestas que podem machucar... ou como a um diamante bruto para fazê-lo brilhar. 
E, quando decidir que chegou a hora de se entregar ao amor, lembre-se de que é preciso identificação no modo de sentir e pensar... identificação de almas... de gostos... de gestos... de pele. 
É preciso se entregar de corpo e alma... ter dentro do coração o sonho que se acalanta no desejo de amar e ser amado... é preciso conhecer no outro o ser tão procurado... conquistar e se deixar seduzir. 
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão, sinta que essa foi a melhor de suas escolhas... foi seu grande desafio e o passo mais acertado de todos os seus caminhos trilhados. 
Mas, se assim não for... nunca se arrependa pelo amor dado. Faz parte da vida arriscar-se por um sonho... se não fosse assim jamais teríamos sonhado. 
Finalmente, saiba que você tem um aliado que se chama tempo, seu melhor amigo. Só ele pode dar todas as certezas do amanhã... a certeza de que você amou e, realmente foi amado. 
*Poema atribuído a Drummond 
O destino decide quem você vai conhecer em sua existência
o seu coração decide quem você vai querer ao seu lado
mas, as suas atitudes decidem quem vai permanecer em sua vida.
Que as suas escolhas levem você ao encontro do seu verdadeiro amor!
Um abraço especial.
Isi

É impossível progredir sem mudar. Aqueles que não mudam suas mentes, não podem mudar nada. George Bernard Shaw

Em certas ocasiões a única opção é saltar.
Isi Golfetto
Não tem como chegar a outro destino se você continuar sempre na mesma velha e plana estrada, mas que não leva você a lugar algum. Para conquistar seus sonhos, muitas vezes, você vai ter que seguir por estradas com obstáculos, subir montanhas ou mesmo saltar abismos.
As decisões que você costuma tomar,
quase sempre apontam o destino que você vai encontrar.

Anos atrás, eu participava de uma conferência quando fui impactada com uma frase, não durante a palestra, mas durante o coffee break.
Ao sair da sala para o intervalo observei que 99% das pessoas já estavam com os celulares nas mãos acessando as mensagens e redes sociais ao invés de se socializarem, relaxarem um pouco e, se servirem do delicioso e aromático café e do bufê tão variado e delicadamente preparado para nós.
Depois, bem... depois o que se via eram alguns retornando ligações ou digitando afoitamente, outros pareciam visualizar as últimas novidades,... e, claro, não podia faltar a turma do selfie.
No meio desse contexto, ouvimos alguém, em alta voz, exclamar nervosamente: ‘Que inferno!’
O palestrante, com quem eu conversava e que a tudo também observava, aproveitou o episódio para falar mais uma das suas brilhantes frases... ‘eu não posso imaginar qual é o inferno a que se refere, filho, mas para mim, inferno seria chegar no meu último dia de vida e me encontrar com a pessoa que eu poderia ter me tornado!’
Wow... não sei o impacto que essas palavras tiveram nos demais colegas, mas elas me fizeram ir ao encontro dessa fase infernal que eu estava vivendo há algum tempo e que aos poucos minava as minhas forças e a minha motivação em procurar meios para sair de lá. Diante dessa ponderação percebi que, para mim, inferno seria chegar no último dia da minha vida e perceber que percorri uma estrada em círculos que nunca me levou a lugar algum, por pura comodidade ou pelo medo de arriscar.
Naquele momento decidi mudar o rumo de algumas coisas que eu estava adiando e, principalmente, querer a minha coragem de volta para alcançar os meus objetivos e os meus sonhos que, cada vez mais, se distanciavam de mim.
Toda mudança exige coragem e toda escolha exige sacrifícios.
O que você está disposto a sacrificar ou arriscar para ter o que mais quer? 
Existe um conto popular sueco, bem antigo, de uma garota chamada Ronia.
Ronia gostava muito de um rapaz, mas as suas famílias eram inimigas o que dificultava qualquer possibilidade de um relacionamento harmônico para o casal.
As duas famílias viviam próximas a um abismo e qualquer pessoa que tentasse pular para o outro lado, se errasse o salto teria morte na certa.
Certo dia, mesmo diante de todos os riscos, o rapaz decidiu saltar para o lado onde vivia a sua amada.
Para o desespero do casal o pai da garota descobriu que o rapaz estava lá e o prendeu com o propósito de mantê-lo refém e chantagear a família inimiga.
Inconformada, Ronia decidiu fazer mais do que ficar lamentando a sua sorte. Decidiu agir. Decidiu ir em busca da solução para aquela situação. Foi até a beira do abismo disposta a saltar para o outro lado sabendo que também poderia ser feita refém pela outra família.
Não havia outra alternativa... era errar o pulo e mergulhar para a morte, deixando o seu amado a mercê do seu pai ou arriscar o salto e ter a chance de chegar do outro lado, lutar para ter o que mais queria e modificar o rumo da sua história.
Em pé diante do abismo Ronia fixou o olhar no outro lado por um tempo, tomou distância, respirou fundo e com toda a coragem correu em direção ao penhasco, fechou os olhos e saltou... caindo do outro lado do abismo.
Nem sempre as pessoas estão prontas a arriscar para se dar a chance de mudar ou de acreditar que elas podem encontrar a solução que procuram. Se conformam dando voltas em seus problemas ou permanecem em pé, do lado errado, reclamando da sorte e, assim, perdem a possibilidade de dar um novo rumo ao seu destino.
Se você, realmente, quer algo que vale a pena, vá lá... lute por isso. Em algumas ocasiões você terá que ultrapassar obstáculos... em outras, saltar abismos. Eles estarão em seu caminho, não para dificultar o seu percurso, mas para que você tenha certeza de que a sua vontade de persistir seja tão grande quanto o seu desejo de ter o que você mais quer.
Um dia a vida vai passar como um filme diante dos seus olhos... certifique-se de que vai valer a pena assistir. 
Estou torcendo para que as suas decisões levem você até a realização dos seus sonhos.
Agradeço a sua companhia!
Um grande e forte abraço.
Isi

Se o lar é um porto seguro, as irmãs são uma rede de segurança. Não importa o que aconteça... elas estarão lá para te proteger. Isi Golfetto

Um presente para toda a vida!
Isi Golfetto
Irmãs fazem parte da nossa história. O que vivemos é um tesouro guardado em nossa memória. Crescemos juntas, brigamos muitas vezes, nos perdoamos e aprendemos a aceitar as diferenças, a nos ajudar incondicionalmente, a contar os nossos medos, a confidenciar os nossos segredos e, sempre estamos prontas para apoiar uma a outra e não para julgar.
Irmãs não deixam apenas as nossas fotos mais bonitas,
elas tornam a nossa vida mais bonita.
Certa vez, a minha irmã e eu entramos em uma loja de roupas femininas da qual ela era cliente e, animadamente ela me apresentou a gerente, dizendo: essa é a minha irmã mais velha!
Wow... irmã mais velha, repliquei.
Elas riram e, essa minha irmã caçula completou... é que ela já comece a Cris...
(Cris é a nossa irmã do meio!?!)
Definitivamente, irmãs mais novas são as pessoas com as quais praticamos o que nos foi ensinado sobre o amor incondicional, a bondade, a generosidade, o dividir sem resmungar e, segundo Nossos Pais, capitulo 1, verso 1, irmãs mais novas são seres singelos a quem nós, irmãs mais velhas inspiramos. Dito isso, somos, de um momento para outro, promovidas a modelo ideal!
Interessante que aquele episódio da irmã mais velha me fez lembrar de uma frase que diz mais ou menos o seguinte... o melhor presente que seus pais podiam dar a você, sem dúvida, é a sua irmã mais velha.
Bem, há controvérsias. Mas, em uma coisa podemos concordar... sem as nossas irmãzinhas a nossa vida não seria cercada por esse oásis de beleza e companheirismo.
Vamos entender um pouco mais sobre a missão da irmã mais velha e reviver um pouco das travessuras e das belezas dessas histórias.
Ela preparou os seus pais. O papel mais difícil foi dado para a irmã mais velhaEla recebeu toda a inexperiência do papai e da mamãe que concentravam toda a sua paranoia e preocupação sobre ela. Isso aliviou a carga sobre as irmãzinhas. Quer ter uma ideia como isso aconteceu? 
Enquanto ela ficava sem poder assistir TV por ter recebido uma nota baixa no boletim, em uma única matéria... as irmãs mais novas apenas ouviam um breve comentário... se esforce mais para o próximo bimestre, querida!
Enquanto ela ficava de castigo por ter ultrapassado o horário estipulado de chegar em casa, as mais novas aprenderam a entrar em casa sem serem notadas. 
Ela aprendeu a lidar sozinha com as suas decepções, mas jamais deixou de dar conselhos para as irmãzinhas sobre como não se iludir
Enquanto os pais exigiam que ela seguisse a carreira que eles gostariam de ter seguido... as irmãzinhas podiam escolher livremente a carreira que desejassem.
Ela ajudou você a construir a sua personalidade. Você chegou ganhando bônus. Imagine se você fosse filha única ou a mais velha... até começar a pensar por si mesma toda a sua visão de mundo viria dos seus pais, das avós, das tias. Mas, ela estava lá... ela ajudou você desde muito cedo a desenvolver a sua própria percepção de mundo, a defender os seus direitos, a ter auto-confiança, a ser determinada... nem sempre da maneira mais fácil, claro!
Ela foi a sua professora particular. Ela estava sempre pronta a te ensinar a conjugar os verbos, a tabuada, mas, as continhas de dividir eram uma exceção, ela mesmo preferia fazer porque não tinha muita paciência de ficar repetindo sempre a mesma coisa... e, a sua parte favorita era fazer a sua lição de casa. Difícil mesmo era fazer os seus pais entenderem porque nas provas você ia tão mal e explicar para a sua professora porque nas tarefas de casa a sua letra era tão diferente!
Ela permitia que você brincasse com os amiguinhos dela. A brincadeira predileta da turma era esconde-esconde. Havia uma regra para as irmãs menores participarem... elas precisavam começar contando até 100, bem devagar e de olhos fechados até todos se esconderem. Se por um acaso elas achassem alguém muito rápido todos diziam que elas ‘espiaram’ e tinham que voltar a contar. Mas, a gente deixava elas se esconderem também, só que nunca elas eram encontradas porque a turma aproveitava para fugir e brincar em outro lugar deixando as inocentes pequenas escondidas até se cansarem.
Ela dava as suas roupas para você. Você amava a sua irmã mais velha porque, de quando em quando, ela lhe dava as suas roupas usadas e precisava sair para comprar roupas novas. Finalmente, aquelas roupas que há um tempo atrás você precisava usar escondida ou implorar que ela emprestasse, agora eram suas!
Ela ensinou você a dirigir. Só que não!!! Imagine a seguinte cena... um domingo a tarde, a criançada da vizinhança brincando sossegadamente na rua, você assistindo seu filme predileto e a sua irmã caçula, com duas ou três aulas de volante, do nada, vem pedir para você deixar ela treinar um pouquinho a direção, dando algumas voltas no quarteirão. Depois de insistir, lá estou eu, dando a chave do carro para a irmãzinha. Agora, santa inocência a minha... o meu carro entre dois carros... eu do lado do passageiro orientando como ela deveria proceder... dê a partida... vire o volante devagar e acelere... até aí tudo bem... o ruim foi que ela acelerou com toda a vontade de uma principiante... e, antes que eu pudesse pensar, estávamos paradas na porta de um carro do outro lado da rua... sem contar que o carro era da visita do meu vizinho! Sem mais comentários... mas que o barulho da batida foi maior do que o necessário, isso foi! Afinal, para que servem as tardes de domingo e as irmãs mais velhas?
Ela sempre vai estar presente quando você precisar. A essa altura você não vai ter dúvidas de que ela vai estar presente sempre que você precisar. Vocês estão conectadas não por terem o mesmo sangue mas, por terem compartilhado as mesmas histórias. A cumplicidade entre vocês fez a carga se tornar mais leve e o amor se tornar incondicional.
Não importa quão diferentes sejam os caminhos que cada uma irá seguir nem quantas vezes será possível se encontrarem pessoalmente. O que conta é que as irmãs sempre serão o melhor e mais precioso presente que um dia seus pais deram a você. 
Irmã é um alento para o coração, uma amiga para a alma e um presente para toda a vida.
Se você tem uma irmã aproveite qualquer ocasião para passar um tempo com ela, deixe-a saber o quanto ela foi e é importante em sua vida, divida com ela seus problemas e suas alegrias, participe da vida dela. Você ganhou esse presente valioso, desfrute-o.
Lado a lado ou muitas milhas de distância, irmãs estarão sempre conectadas pelo coração.
Se você não tem um bom relacionamento com a sua irmã por algum desentendimento, faça a sua parte... entre em contato e diga que sente a falta dela. Seja você a mais forte, a mais corajosa e busque a aproximação e a reconciliação. Fico aqui torcendo por vocês. Vai valer a pena.
Perdoar não é sentimento é decisão que só os fortes entendem.
Foi bom demais estar em sua companhia.
Um abraço especial
Isi